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Nome após nome, data após data, especialistas do museu de Auschwitz Birkenau rastreiam o destino das vítimas deste campo de extermínio nazista, símbolo do Holocausto, graças a arquivos que foram encontrados até agora. A arquivista Ewa Bazan não esconde sua empolgação com as novas informações sobre os prisioneiros de campos de concentração, disponíveis graças a um projeto conjunto de dois anos com os grandes arquivos de Arolsen, na Alemanha. "Quando iniciamos este projeto, não sabíamos o que esperar", explica à AFP. No âmbito do projeto, já foram catalogados mais de 120.000 documentos, desconhecidos ou que trazem luz sobre o destino dos presos.
Gerda Taro (Stuttgart, Alemanha, 1910) foi uma fotógrafa brilhante, especializada em conflitos militares, cujas fotos inesquecíveis da guerra civil espanhola entraram na história do fotojornalismo por direito próprio. Esta jovem intrépida e livre, que quebrou todos os papéis reservados às mulheres do seu tempo, é considerada a primeira correspondente gráfica de guerra e a primeira que, infelizmente, perdeu a vida na profissão. No entanto, seu nome e sua figura foram esquecidos pela história por mais de 60 anos e sua obra atribuída ao seu parceiro, o húngaro Endre Friedmann. O motivo? Ambos trabalharam sob o famoso pseudônimo de Robert Capa, hoje considerado o melhor fotógrafo de guerra do século XX.
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SOBRETAVARES, Lucas.
Lucas Tavares é jornalista, arquivísta e fotógrafo. Doutorando em Comunicação. Histórico
Fevereiro 2026
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Lucas Tavares: memória visual, fotografia, Arquivologia e Comunicação. Lucas Tavares é fotojornalista e pesquisador com atuação na interface entre Comunicação, memória visual e Arquivologia. Com passagens pelo Jornal O Globo e pela Folhapress, reúne experiência profissional na produção de imagens jornalísticas e atuação acadêmica voltada às formas como as fotografias são produzidas, organizadas, preservadas e utilizadas na construção da memória social. É mestre pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Jornalismo pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Possui também pós-graduação em Direitos Humanos e em Ciência da Religião. Sua formação interdisciplinar aproxima os estudos da comunicação, da documentação, do espaço e das práticas culturais, oferecendo diferentes perspectivas para a investigação dos registros visuais e de suas relações com a sociedade. Seu campo de investigação articula memória visual, estudos do fotojornalismo, arquivos fotográficos, arquivos pessoais e registros de memória. Nessa perspectiva, a fotografia é compreendida como linguagem, documento e fonte de pesquisa: uma imagem comunica acontecimentos, registra experiências e participa da construção de narrativas sobre pessoas, instituições e sociedades.
A relação entre fotografia, memória e Comunicação constitui um eixo central dessa abordagem. Ao considerar a produção, a circulação e a preservação das imagens, Lucas Tavares aproxima questões da prática fotojornalística dos debates sobre informação, documentação e patrimônio fotográfico. Esse diálogo permite investigar como decisões de seleção, edição, descrição e acesso interferem na compreensão das fotografias e nas possibilidades de sua utilização como fontes. No campo dos arquivos fotográficos, essa perspectiva destaca a importância de preservar os vínculos entre as imagens e seus contextos de produção. Autoria, data, local, legendas e relações com outros documentos são elementos fundamentais para compreender o significado de uma fotografia e possibilitar sua recuperação, interpretação e reutilização em pesquisas, publicações e projetos de memória. Os arquivos pessoais também integram esse horizonte de estudos. Fotografias e outros documentos acumulados ao longo de uma trajetória permitem investigar relações entre experiências individuais e processos coletivos. Sua organização e preservação contribuem para pesquisas sobre percursos profissionais, práticas culturais, redes de sociabilidade e modos de registrar e comunicar a vida social. Outro tema de interesse é a desinformação no jornalismo visual, especialmente os problemas associados à descontextualização das fotografias e às alterações de sentido provocadas por usos, legendas e formas de circulação. A aproximação entre Comunicação e Arquivologia oferece caminhos para discutir a procedência das imagens, a preservação das informações contextuais e a responsabilidade na utilização de documentos fotográficos. Ao relacionar experiência profissional e pesquisa acadêmica, Lucas Tavares contribui para o debate sobre o papel da fotografia na informação pública e na preservação da memória. Sua atuação como palestrante contempla o diálogo entre a prática do fotojornalismo e questões relacionadas aos registros visuais, aos acervos fotográficos e à pesquisa em Comunicação. Para pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em memória visual, fotojornalismo, arquivos fotográficos e arquivos pessoais, essa articulação oferece uma perspectiva interdisciplinar sobre a fotografia: de sua produção como registro de um acontecimento à sua permanência como documento e fonte para novas interpretações. |
https://orcid.org/0000-0001-8094-9619
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