Preservar Imagens é Preservar Memórias: Porque Cuidar de Fotografias e Acervos Fotográficos4/4/2025 📷 Por que preservar fotografias? As fotografias são documentos visuais poderosos. Elas contam histórias, registram afetos, guardam rostos, paisagens e acontecimentos que compõem a memória coletiva e individual. Mas, como todo suporte físico ou digital, as fotografias também envelhecem, sofrem com o tempo, o manuseio incorreto e as condições inadequadas de guarda. Preservar fotografias é um ato de responsabilidade com a história, com a cultura e com o futuro. 🔍 Conhecendo os Tipos de Fotografias
Antes de cuidar, é importante saber o que temos em mãos:
🌡️ Condições Ideais de Guarda🧊 Temperatura: o ideal é manter entre 18 e 20°C, com baixa variação ao longo do dia. 💧 Umidade relativa do ar (UR%): entre 30% e 50%. Umidade alta favorece fungos; umidade baixa resseca e quebra os suportes. 🌞 Iluminação: a luz é um dos maiores inimigos das fotos! Mantenha as imagens em ambientes com luz controlada, indireta e sem exposição solar. A luz ultravioleta acelera a degradação. 💨 Ambiente limpo e arejado: sem poeira, fumaça, mofo ou poluentes. Nunca guarde fotos em locais abafados, como sótãos e porões. 👐 Manuseio Seguro
📦 Como Guardar?📁 Use envelopes e caixas livres de ácido (pH neutro ou alcalino) — prefira material com certificação de conservação (ex: norma ISO 9706). 🗂️ Separe por tipo e tamanho. Não misture negativos com cópias, nem materiais coloridos com PB. 📚 Álbuns magnéticos ou plásticos comuns devem ser evitados. Prefira álbuns com folhas de poliéster ou papel de conservação. 🧾 Identifique os conjuntos fotográficos com etiquetas externas. Nunca escreva diretamente sobre a fotografia. 💻 E os Arquivos Digitais?🖥️ Faça cópias em diferentes mídias (HD externo, nuvem, pendrive) e mantenha uma estrutura de pastas bem organizada. 📁 Use formatos de arquivo de preservação, como TIFF ou JPEG de alta qualidade. ⏳ Atualize os formatos e mídias periodicamente — a obsolescência digital é real! 🧰 O que fazer em caso de dano?
🤝 Preservar é um Ato Coletivo Seja em casa, em um arquivo público, escola, ONG, igreja ou museu, todos podem contribuir para que os acervos fotográficos durem mais e contem histórias por muito tempo. Ensinar as novas gerações a valorizar as imagens também é parte da preservação. 💬 "Uma fotografia esquecida é uma memória apagada. Preservar é lembrar." |
SOBRETAVARES, Lucas.
Lucas Tavares é jornalista, arquivísta e fotógrafo. Doutorando em Comunicação. Histórico
Fevereiro 2026
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Lucas Tavares: memória visual, fotografia, Arquivologia e Comunicação. Lucas Tavares é fotojornalista e pesquisador com atuação na interface entre Comunicação, memória visual e Arquivologia. Com passagens pelo Jornal O Globo e pela Folhapress, reúne experiência profissional na produção de imagens jornalísticas e atuação acadêmica voltada às formas como as fotografias são produzidas, organizadas, preservadas e utilizadas na construção da memória social. É mestre pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Jornalismo pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Possui também pós-graduação em Direitos Humanos e em Ciência da Religião. Sua formação interdisciplinar aproxima os estudos da comunicação, da documentação, do espaço e das práticas culturais, oferecendo diferentes perspectivas para a investigação dos registros visuais e de suas relações com a sociedade. Seu campo de investigação articula memória visual, estudos do fotojornalismo, arquivos fotográficos, arquivos pessoais e registros de memória. Nessa perspectiva, a fotografia é compreendida como linguagem, documento e fonte de pesquisa: uma imagem comunica acontecimentos, registra experiências e participa da construção de narrativas sobre pessoas, instituições e sociedades.
A relação entre fotografia, memória e Comunicação constitui um eixo central dessa abordagem. Ao considerar a produção, a circulação e a preservação das imagens, Lucas Tavares aproxima questões da prática fotojornalística dos debates sobre informação, documentação e patrimônio fotográfico. Esse diálogo permite investigar como decisões de seleção, edição, descrição e acesso interferem na compreensão das fotografias e nas possibilidades de sua utilização como fontes. No campo dos arquivos fotográficos, essa perspectiva destaca a importância de preservar os vínculos entre as imagens e seus contextos de produção. Autoria, data, local, legendas e relações com outros documentos são elementos fundamentais para compreender o significado de uma fotografia e possibilitar sua recuperação, interpretação e reutilização em pesquisas, publicações e projetos de memória. Os arquivos pessoais também integram esse horizonte de estudos. Fotografias e outros documentos acumulados ao longo de uma trajetória permitem investigar relações entre experiências individuais e processos coletivos. Sua organização e preservação contribuem para pesquisas sobre percursos profissionais, práticas culturais, redes de sociabilidade e modos de registrar e comunicar a vida social. Outro tema de interesse é a desinformação no jornalismo visual, especialmente os problemas associados à descontextualização das fotografias e às alterações de sentido provocadas por usos, legendas e formas de circulação. A aproximação entre Comunicação e Arquivologia oferece caminhos para discutir a procedência das imagens, a preservação das informações contextuais e a responsabilidade na utilização de documentos fotográficos. Ao relacionar experiência profissional e pesquisa acadêmica, Lucas Tavares contribui para o debate sobre o papel da fotografia na informação pública e na preservação da memória. Sua atuação como palestrante contempla o diálogo entre a prática do fotojornalismo e questões relacionadas aos registros visuais, aos acervos fotográficos e à pesquisa em Comunicação. Para pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em memória visual, fotojornalismo, arquivos fotográficos e arquivos pessoais, essa articulação oferece uma perspectiva interdisciplinar sobre a fotografia: de sua produção como registro de um acontecimento à sua permanência como documento e fonte para novas interpretações. |
https://orcid.org/0000-0001-8094-9619
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